Análise – Habroxia 2

Última atualização:
Lançamento
03/02/2021
Desenvolvido por
Eastasiasoft Limited e Lillymo Games
Publicado por
Eastasiasoft Limited

Era muito comum encontrar jogos de navinhas nos arcades na década de 90. A lista de sucessos desse tipo de jogo é enorme, para ser bem sincero, uma missão quase impossível de listá-los nessa análise. Eu tive a oportunidade, quando criança, de jogar vários deles. Dentre tantos sucessos, destaco alguns que deixaram saudades nesse pobre jogador: Sonic Wings, Tiger Heli, Gradius e UN Squadron.

Os desenvolvedores responsáveis pelo Habroxia 2 tiveram a capacidade de criar um jogo incrível, com uma jogabilidade gostosa e com o poder de me teletransportar para aquela época, onde os Shoot ‘em Ups reinavam absolutos.

Nas próximas linhas tentarei compartilhar com vocês a minha felicidade com esse maravilhoso jogo de navinha.

O início de tudo

Um pouco de história

Na sequência de um ataque brutal ao Espaço Livre, a humanidade envia naves batedoras para o sistema solar que esteve na origem do ataque. Mas quando um dos pilotos não regressa para casa, cabe à sua filha – a talentosa comandante interestelar Sabrina – encontrá-lo.

E assim começa a nossa jornada. O forte desse título não está na história, mas sim no seu gameplay. Isso era muito comum nos títulos oldschool, onde o enredo era contado através de um punhado de frases em inglês, que muita das vezes não sabíamos o significado, mas que tinham um poder enorme de viciar o jogador através da sua jogabilidade e gráficos.

Se você é muito novo, saiba que os arcades eram sinônimo de qualidade gráfica naquela época, superando facilmente os consoles caseiros, que até então, não tinham a capacidade computacional que eles tinham.

Inimigos para todos os lados

Organização é tudo

Se tem uma coisa que preciso enfatizar nessa análise é a HUD do game. Ela é extremamente organizada e bem posicionada. No canto superior direito temos os ícones de habilidade especial, barra de energia e barra de velocidade.

Já no centro, temos o medidor do poder, que pode ser usado com o L (disparo ocorre na parte de trás da nave), R (disparo ocorre na parte da frente da nave). Uma coisa que me chamou a atenção nesse ponto é essa parte central.

Tiro para todo lado

Quando usamos esse poder, L ou R, a barra de energia apaga e será necessário aguardarmos alguns segundos para recarregar. Aqui acontece algo muito interessante, não é necessário olhar o tempo todo para ela, porque assim que ela enche um som toca.

Levando em consideração que jogos de navinhas possuem muitos artefatos na tela, essa parte do som nos poupa de olhar para cima, permitindo que foquemos no que realmente importa. Depois de alguns minutos de gameplay, isso ficou super natural para mim, ao ponto de identificar o som em meio a tantos sons de explosões na tela. Ponto positivo para os desenvolvedores que pensaram nessa solução e a implementaram de uma forma inteligente.

Do lado direto temos a nossa pontuação, claro que isso não poderia faltar em um jogo desse tipo, e logo abaixo da pontuação temos a contagem dos combos.

Exemplo de uma HUD bem organizada

A organização não está somente na tela, os controles também tiveram um cuidado especial. Por exemplo os botões de ataques especiais foram colocados na parte superior do controle (LB, RB e os triggers), privilegiando o uso dos analógicos para a movimentação da nave e também nos disparos.

Uma coisa que me chamou a atenção quando joguei o novo Battletoads foi o uso do analógico direito para atirar com a nave. Caro leitor, se você ainda não jogou o novo game dos sapos porradeiros ou se tem alguma dúvida se vale a pena, tem uma análise ótima aqui no site sobre ele, para ler basta clicar aqui.

Enfim, o Habroxia 2 usa o analógico direito para atirar nas naves inimigas e ao meu ver isso trouxe uma dinâmica muito boa para o game, permitindo atingir os inimigos em ângulos que não seriam possíveis em jogos mais antigos.

Objetivos, caminhos alternativos e o mapa estelar

Um dos pontos que mais me agradou no Habroxia 2 foram os objetivos de cada fase. Outros games do gênero, pelo menos os mais comuns, te colocam em um estágio linear, do ponto A ao B. Em alguns casos, enfrentamos um boss no final.

Aqui a coisa é diferente, porque temos pequenos objetivos a se cumprir, como resgatar astronautas perdidos. Eles ficam flutuando em lugares estratégicos que dependerão da nossa atenção, porque se você atirar neles, eles morrerão e o objetivo não será completado, sendo necessário revisitar a fase.

Não deixe de explorar as rotas alternativas

Além do resgate, temos uma outra tarefa que podemos concluir em algumas fases, que é enfrentar o chefe secundário. Eu gostei demais disso, além do boss principal, temos esse outro chefe que só será possível enfrentá-lo se encontrarmos o caminho alternativo daquele lugar. Essa rota secreta pode estar diante dos seus olhos ou escondido através de rochas que podem ser quebradas.

Ainda falando dos estágios, eles foram construídos tendo dois tipos de orientação: vertical e horizontal. Em alguns estágios temos a mescla das duas, em outros apenas uma orientação. O estúdio foi inteligente, mais uma vez, em mudar a forma como a nave voa, permitindo situações interessantes, como por exemplo, a batalha contra chefes que usam da orientação para nos derrotar.

Fase na vertical

Além das rotas dentro das fases, temos rotas alternativas no mapa estelar. Esse mapa mostra a nossa evolução durante o gameplay. Cada ponto brilhante representa uma fase, se ele estiver brilhando, significa que falta algum objetivo a se cumprir nele. Se ele estiver apagado, quer dizer que todos os objetivos daquela fase foram concluídos com sucesso.

Se o jogador sentir empacado em um determinado ponto, ele poderá selecionar um outro caminho para seguir, dando a chance de conquistar mais créditos para a compra de upgrades. É possível melhorarmos uma série de aspectos na nave, desde os poderes especiais a quantidade de energia da nossa barra de vida. Aqui dependerá do bom senso do jogador, em qual upgrade investir.

O mapa estelar

Considerações finais

Eu considero o Habroxia 2 como a melhor experiência que tive em um game em 2021. É importante frisar aqui que isso é extremamente particular. Pode ser que você não o curta, tanto quanto eu. Isso é normal, pois a experiência proporcionada por um jogo é única e pessoal.

O game conseguiu acertar em tudo que ele se propôs fazer. Por exemplo, o nível de dificuldade, pode ser que ele te assuste de início. Mas depois que você pega o jeito, as coisas voam que é uma beleza.

Agora, se você achar que tudo ficou fácil demais, depois de alguns upgrades, não se preocupe, basta terminá-lo e começar o New Game Plus. Meus amigos, o jogo fica bem mais difícil, os chefes ficam bem mais complicados, fica uma coisa deliciosa de se jogar.

Há também outros dois modos que são liberados assim que terminamos o game pela primeira vez. O modo Boss Rush, onde temos que enfrentar todos os chefes, tanto do modo normal, quanto do modo mais difícil. Meu recorde pessoal foi de 41 chefes abatidos. Isso tudo com apenas uma barra de energia só, insano. Já o outro modo, é uma espécie de corrida, sem tempo, onde temos apenas uma chance de coletar o máximo de pontos e credito possíveis. Se errarmos o caminho, será morte instantânea.

Esta análise só foi possível graças a EastAsiaSoft e a Lillyo Games, que gentilmente nos disponibilizaram uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento pela confiança. O jogo já está disponível para Xbox One e Xbox Series X|S e pode ser adquirido por meio do nosso link afiliado no final desta análise.

Análise – Habroxia 2
Conclusão
Habroxia 2 foi uma das minha melhores experiências com um game em 2021. Ele consegue trazer a nostalgia dos jogos oldschool, misturado ao frescor dos títulos atuais. Para os fãs de games de navinha, recomendo fortemente o Habroxia 2.
Gráficos
10
Jogabilidade
10
Som
10
Diversão
10
Prós
HUD limpa e bem organizada.
Desafio na medida certa.
Jogabilidade gostosa, com controles que respondem perfeitamente aos comandos.
Caminhos alternativos e muitos objetivos nas fases.
Gráficos em pixel art.
Contras
Nenhum.
10
Insano
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