Caixa Indie: Explore as vastas ruínas do Rio de Janeiro no jogo Terra Pulse

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Passei o final de semana pesquisando sobre jogos indies produzidos no Brasil. São tantos projetos promissores em desenvolvimento, que tive dificuldade em escolher um para inaugurar o Caixa Indie.

Em paralelo a isso, minha esposa e eu procurávamos também um local para que o meu filho pudesse fazer aulas de capoeira. E no meio de todo esse processo, me encantei com um jogo indie onde a personagem principal possui habilidades especiais, muito similares a capoeira. Foi nesse momento que decidi escrever sobre o jogo Terra Pulse do estúdio carioca Bravarda.

A história do jogo

Uma cidade em Ruínas… Um passado a ser desvendado…

Terra Pulse é um aventura que se passa no futuro, nas ruínas de um Rio de Janeiro futurista. Décadas após um desastre que inutilizou quase todos os artefatos elétricos do planeta e virou a natureza contra a civilização, os humanos tentam se reerguer, mantendo-se longe das cidades infestadas de criaturas mutantes. 

Você é uma caçadora de relíquias chamada Lena, neta de uma das últimas cariocas sobreviventes. Junto a sua roda de caçadores, Lena se aventura nas cidades para recuperar artefatos do mundo antigo. No entanto, após uma encruzilhada do destino, você se vê presa numa das únicas cidades da qual nenhum caçador jamais voltou: o Rio de Janeiro. 

Você deverá explorar as ruínas do Rio, descobrindo as lembranças de uma cidade que guarda muitas cicatrizes, desde antes do desastre – cicatrizes que podem ajudar desvendar o mistério por trás do evento que mudou para sempre o destino da humanidade: o Terra Pulse.

Jogando a demo

O título está em desenvolvimento e ainda não tem uma data oficial para o lançamento. Mas já é possível testá-lo através de uma demo disponibilizada no Steam. Eu joguei a demo e me encantei mais ainda pelo projeto. É importante frisar que essa versão não é a final, caso você, caro leitor, queira testá-la, tenha em mente desde então que possíveis bugs poderão surgir. Segundo o estúdio Terra Pulse é um jogo no estilo metroidvania, mas com uma perspectiva top-down.

A demonstração não é muito longa, levei em torno de 50 minutos para finalizá-la. Eu demorei esse tempo todo, porque parei algumas vezes para capturar telas e também para fazer anotações. Eu gostei bastante da jogabilidade e do ambiente. Esse é o tipo de jogo que eu passaria horas vasculhando os lugares. A direção de arte está incrível e a parte sonora está muito boa. Principalmente nos momentos de combate, onde uma música de capoeira toca, tornando o momento único.

Os controles são simples e respondem muito bem aos comandos. A personagem consegue desferir golpes com a faca pressionando o botão X, desde que sua estamina esteja cheia. Caso contrário será necessário recarregar a estamina segurando o RB. Eu joguei a demo usando um controle do Xbox One.

Ao pressionarmos o botão A o personagem executa um salto no maior estilo capoeirista. Essa habilidade pode ser usada tanto em situações onde desejamos alcançar um determinado ponto da fase, como para a defesa, esquivando de ataques inimigos.

Depois de um tempo perambulando pelo mapa encontrei uma arma, que me auxiliou em duas situações: a primeira ao enfrentar uma espécie de tartaruga, que ao me aproximar, teimava em se esconder dentro do seu casco. Para derrotá-la, tomei uma certa distância e disparei contra ela. Na segunda situação foi para ativar mecanismos que permitiam que pontes fossem acionadas, possibilitando o acesso a novos lugares.

Fiz muita coisa durante a minha jogatina: enfrentei criaturas, coletei relíquias do passado, encontrei robôs e também muitas frutas, item indispensável para repor as energias da nossa heroína. Até que cheguei em um lugar e… Deixa pra lá, não darei spoilers, recomendo fortemente que joguem a demo e tirem suas próprias conclusões.

Há muito potencial no projeto e torço para que o estúdio consiga finalizá-lo. Já estou até imaginando a Lena chegando em outras regiões do Brasil em uma possível continuação, como o Nordeste por exemplo, seria incrível. Vejam o trailer do game:

Sobre o estúdio

O Studio Bravarda é um estúdio independente de desenvolvimento de jogos composto por Cezar Loureiro, Mateus Trigueiro, João Pedro Figueiredo, Nicolas Paes Leme, Mabel May e Yann Lemos. O estúdio tem como objetivo desenvolver jogos e conteúdo baseados na herança cultural e histórica brasileira de seus membros.

Fundação: Janeiro 2020
Website: www.studiobravarda.com
Contato para Imprensa/Negócios: contato@studiobravarda.com
Mídias Sociais: Facebook | Twitter | Instagram | LinkedIn
Telefone: +55 21 99837-0252

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