Análise – The Suicide of Rachel Foster

Última atualização:
Release Date
26/08/2020
Desenvolvido por
ONE-O-ONE GAMES
Publicado por
Daedalic Entertainment

The Suicide of Rachel Foster capricha na história, mas esquece do gameplay.

Como um grade fã de walking simulators, logo me interessei por The Suicide of Rachel Foster. Um jogo que te lembra de Gone Home e What Remains of Edith Finch, mas não entrega uma experiência tão boa como os jogos citados.

A forma como a história começa me prendeu a atenção, mas foi só o gameplay  iniciar que vieram as frustações. Depois com os bugs e outros problemas o interesse decaiu totalmente.

Não que isso jogue fora todas suas qualidades, o jogo tem algumas. Mas se tivessem tido o capricho necessário para lançar o jogo, talvez a impressão final fosse melhor.

Uma história pesada e com reviravoltas

No jogo você assume o papel de Nicole Wilson que esta indo para Hotel Timberline em Montana fazer as inspeções para concluir o inventário e venda dele, que é sua herança após a morte de seu pai.

Seu relacionamento com seu pai se tornou conturbado desde o divórcio em que você foi morar com sua mãe e passou a odiar seu pai pelas condições que levaram a separação. Chegando no Hotel, uma nevasca gigante atinge a cidade e te deixa presa sem ter como sair da garagem do Hotel e atrasa a vinda do advogado para você poder assinar os papéis.

Os cenários são muito bem detalhados e cheios de enigmas

A partir daí você começa a explorar todo o gigantesco e abandonado hotel, tendo apenas como companhia, por telefone, Irving, um agente da FEMA (uma agência federal americana para tratar de emergências).

Irving vai te ajudar a fazer as inspeções necessárias para você poder vender a propriedade. Mas as condições do hotel estão precárias e você terá que fazer muitos ajustes para poder ter acesso a tudo.

Durante essa sua estadia no hotel começam a retornar todos os traumas do passado, mas um principalmente incomoda muito, o affair de seu falecido pai com a adolescente Rachel Foster que cometeu suicídio (dai o título do jogo). Nessas idas e vindas por suas lembranças começar a surgir pontas soltas e questionamentos, além de um telefonema dizendo que talvez Rachel Foster não esteja morta, o que leva você a rever tudo que sabe e pensa do caso.

A trama se desenvolve de forma muito boa, o jogo se passa em dias que você esta no hotel, como se fossem capítulos, com muito mistério e revelações, até ter seu final clichê, mas que não estraga a trama.

 

A trama é envolvente porém o avanço é extremamente cansativo

Visual e áudio são bons, mas a jogabilidade ruim e Bugs de sobra

Os gráficos em The Suicide of Rachel Foster são muito bem feitos, criando bem a atmosfera do jogo, retratando o hotel e a tempestade de neve de forma muito competente.

O som se mostra um dos pontos de maior qualidade do jogo, com tecnologia binaural igual a utilizada em Hellblade Senuas Sacrifice, que te deixam ligado ao clima de suspense do jogo, principalmente se você jogar com fones de ouvido.

Mas quando vamos para o gameplay, ai encontramos um mar de problemas que fará qualquer um que não de bola pra narrativa querer passar longe desse jogo.

Você tem a opção de correr ou caminhar, mas a sensação que você tem que tem é a de se arrastar igual uma lesma em câmera lenta ou correr igual uma jabuti manca. O hotel é gigantesco e você não tem como acelerar de verdade sua movimentação, o que torna o gameplay frustrante varias vezes, principalmente se você errar o local que quer ir.

YOU ARE HERE, nem sempre isto faz muito sentido no jogo

Durante a minha jogatina tive que reiniciar o game do zero quando já estava no último dia, por que simplesmente ele bugou e me lançou para o local do capítulo anterior e não gerava a cena pra dar sequência ao jogo.

Você não tem a opção de ter mais de 1 save nem de selecionar o “capítulo”, o jogo tem finais alternativos, então te obriga a jogar tudo de novo (numa primeira vez são em torno de 5 horas de jogo, depois consegue fazer tudo em 2 horas). Além de que NENHUMA conquista funciona no Xbox, você termina o jogo, faz todos finais e não ganha um mísero G no seu gamerscore por isso.

Resumindo, a narrativa é muito boa mas a jogabilidade e os bugs não deixam o conjunto brilhar.

Comparando com outros Walking Simulators e outros jogos de suspense, The Suicide of Rachel Foster fica devendo muito no aspecto gameplay, a lentidão dos movimentos, junto com os bugs que o jogo traz, principalmente pra quem não vai jogar em “uma sentada só” o jogo.

No quesito trama, pra quem gosta de uma boa narrativa o jogo é um prato cheio, com reviravoltas e revelações ardilosas no decorrer da trama, que é curta mas prende sua atenção com ritmo cadenciado de desenvolvimento, tendo seu ápice nos momentos que antecedem o final da trama.

Corrigindo os bugs e acelerando a mobilidade do personagem, fica bem fácil de corrigir o jogo e tornar a experiência muito mais agradável que ela se apresenta hoje.

Agradecimento

Esta análise só foi possível graças a Daedalic Entertainment que gentilmente nos disponibilizou uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento e confiança.

ATUALIZAÇÃO – 26/10/2020

CONQUISTAS CORRIGIDAS – Joguei novamente e as conquistas pipocaram na tela, mas tive que jogar tudo outra vez, não ficou salvo que eu já tinha feito os pré-requisitos. Mas agora já podemos fazer nossos 1000G no game.

Análise – The Suicide of Rachel Foster
Conclusão
Uma boa história, com uma narrativa de bom fluxo, mas uma jogabilidade muito fraca e uma coleção de bugs que estragam a experiência.
Gráficos
7
Som
8
Jogabilidade
1
Diversão
4
Prós
História boa e bem contada
Ambientação
Contras
Jogabilidade muito lenta
Muitos Bugs
Conquistas não funcionam na versão para Xbox
5
SEM GRAÇA
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