Análise – Stubbs the Zombie in Rebel Without a Pulse

Última atualização:
LANÇAMENTO
16/03/2021
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Aspyr

Stubbs the Zombie in Rebel Without a Pulse, é um jogo lançado originalmente em 2005 e que na época eu joguei bastante, mas sinceramente… deveria ter ficado em 2005!

A nostalgia é uma coisa muito engraçada. Eu particularmente sou uma pessoa muito nostálgica, gosto de revisitar coisas do passado, seja com filmes, desenhos e principalmente videogames. Ao revisitar este tipo de conteúdo nos tempos atuais, no entanto, este brilho pode não ser tão especial e “brilhante” como na primeira vez. Infelizmente este é o caso de Stubbs the Zombie in Rebel Without a Pulse.

Lançado originalmente em meados de 2005 como sendo um exclusivo do saudoso Xbox original o jogo recebeu críticas muito boas na época, mas assim como muitos outros jogos Stubbs ficou esquecido nos tempos atuais, até agora.

Stubbs parte em busca da sua antiga paixão, Maggie Monday.

No início deste ano (2021) a produtora do jogo, Aspyr Media, anunciou que estaria relançando Stubbs the Zombie nos novos consoles. Utilizando o conhecido termo “Remasterizado”, o jogo gerou uma certa hype nos jogadores nostálgicos, porém também visando capturar um novo público com seu caos zumbi.

Mas que P#&%@ de remasterização?

Minha crítica começa com o uso do termo remasterização, muitas empresas tem utilizado este artifício como uma forma de requentar um jogo antigo, geralmente clássicos e cult. Porém na minha opinião uma boa remasterização vai além de ter resoluções mais altas e melhorias gráficas, se faz necessário uma atualização de outros elementos que tornem o jogo mais atrativo nos dias atuais.

Nas primeiras fases parece que a remasterização foi boa, mas depois…

Assim que você inicia Stubbs the Zombie é possível ver que as resoluções mais altas estão presentes bem como as melhorias gráficas, porém conforme você avança fica nítido que aqueles elementos adicionais não existem, ele se parece muito com o mesmo jogo de 15 anos atrás.

Uma boa história, mas que não sustenta.

Começando na futurística cidade de Punchbowl, Stubbs the Zombie percebe que sua antiga paixão, Maggie Monday, está morando lá. Ele então começa sua saga para chegar até sua amada Maggie, matando todos que estão no seu caminho e, inevitavelmente iniciando um gigante apocalipse zumbi.

Os gráficos melhorados e altas resoluções podem enganar em um primeiro momento!

Quando foi lançado, Stubbs the Zombie era um jogo diferente, que estava muito à frente de seu tempo. Ele coloca os jogadores no controle do “vilão”, permitindo que ele cause estragos catastróficos, criando lentamente um exército de mortos-vivos. Atualmente temos jogos que utilizam este tipo de narrativa, porém com mecânicas que sustentam a história do começo ao fim, diferentemente de Stubbs the Zombie.

Jogabilidade enferrujada.

Embora seja divertido devorar os cérebros de todos que estão a sua vista, tal feito se torna repetitivo e acaba por enjoar rapidamente. A jogabilidade de modo geral consiste em apertar botões para comer os cérebros e formar seu exército, ou seja, algo até certo ponto divertido mas nada desafiador.

A velha jogabilidade mostra suas deficiências durante o jogo.

Além de devorar os cérebros, Stubbs the Zombie dá aos jogadores mais “poderes zumbi” para despachar os inimigos. Tais poderes consistem em usar suas tripas como granadas, jogar boliche com sua própria cabeça e dominar inimigos com sua mão decepada. Porém mesmo com estes “poderes” adicionais, após um tempo a jogabilidade continua sendo repetitiva e enfadonha. O fator repetição é o calcanhar de aquiles de muitos jogos, e com Stubbs the Zombie não é diferente.

Bons gráficos, mas com elementos limitados.

Embora Stubbs the Zombie acerte na estética gráfica dos anos 50 em várias ocasiões, ele também deixa a bola cair com bastante frequência, muito provavelmente devido às limitações de hardware do jogo original. Muitas das áreas apresentadas em Punchbowl estão vazias e sem vida, com quase nenhum NPC ou mesmo uma simples música. Isso faz com que grande parte do jogo pareça inacabado.

Cenários com poucos NPCs e sem vida não são salvos nem pelo boliche de cabeça.

Aquele conceito de grandes cenários dos jogos nos anos 2000, no qual Stubbs the Zombie se encaixa, não funciona nesta versão remasterizada. Se os desenvolvedores não tivessem preguiça de tratar a remasterização como apenas melhorias gráficas e resoluções maiores este problema poderia ter sido contornado. Afinal de contas não é tão difícil povoar regiões do mapa ou até mesmo manter a harmonia com uma simples canção.

Engraçado, mas nem tanto!

O enredo de Stubbs the Zombie inclina-se fortemente para a paródia e comédia, este fator poderia fazer a diferença em um jogo com tão pouca evolução, porém após alguns anos ele não é mais tão engraçado. Se você tem menos de 15 anos é bem provável que vai rir bastante com o jeito e as piadas do jogo, porém após alguns anos estas piadas não parecem mais tão engraçadas. Para qualquer pessoa um pouco mais madura, o humor apresentado no jogo não chega nem ao nível pastelão americano.

Esta análise só foi possível graças a Aspyr e Zebra Partners, que gentilmente nos disponibilizaram uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento pela confiança. O jogo já está disponível para Xbox One e Xbox Series X|S e pode ser adquirido por meio do nosso link afiliado no final desta análise.

Análise – Stubbs the Zombie in Rebel Without a Pulse
Conclusão
Stubbs the Zombie está longe de ser um jogo ruim, ele simplesmente envelheceu mal. Embora você definitivamente possa, em alguns momentos se divertir, Stubbs the Zombie em Rebel Without a Pulse é um jogo que deveria ter ficado em 2005.
Gráficos
7
Jogabilidade
6.5
Som
6
Diversão
6.5
Prós
Melhorias gráficas e altas resoluções;
Stubbs é super carismático.
Contras
Remasterização ficou apenas no nome, passou bem longe;
Cenários sem vida e vazios;
As piadas não são mais tão engraçadas.
6.5
Bom
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