Análise – Starlink: Battle for Atlas

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Toys-to-life, o começo de tudo

Em 2007 a mundialmente conhecida fabricante de brinquedos Mattel com o seu U.B. Funkeys deu início a um novo gênero de jogo que tornaria-se febre mundial, estamos falando do “toys-to-life”. Simplificando, “toys-to-life” é um recurso que utiliza figuras para interagir no jogo por meio de uma base/portal.

É bem verdade que a popularização do gênero ocorreu principalmente após outras grandes empresas do ramo criarem suas versões deste gênero, a Disney com o seu Disney Infinity, a Lego com o Lego Dimensions e até mesmo a Nintendo entrou na brincadeira com o Amiibo. Porém nenhum outro fez tanto sucesso quanto Skylanders da Activision que ao longo de seus seis anos vendeu mais de 300 milhões de figuras (brinquedos) faturando 3 bilhões de dólares.

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Com o passar dos tempos o gênero foi perdendo espaço e caindo não apenas no esquecimento como também nas vendas, tanto que Disney e Lego encerraram oficialmente os servidores e suporte em 2016 e 2017 respectivamente. Porém em 2017, durante a sua conferência de imprensa pré-E3, a Ubisoft divulgou que estava trabalhando em um novo projeto que utilizaria os famosos “toys-to-life”, intitulado Starlink: Battle for Atlas.

As críticas apareceram de todos os lugares, afinal a Ubisoft apostava suas fichas em um gênero que estava tecnicamente morto. Afim de amenizar a situação, o diretor criativo Laurent Malville veio a público e cravou que o jogo tinha inovação suficiente para reviver o gênero.

Com o jogo em mãos vamos ver se Starlink : Battle for Atlas corresponde a expectativas. Confira nossa análise e tire suas conclusões.

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Por trás da história

Starlink : Battle for Atlas é um projeto ambicioso, apresentado como um jogo mundo aberto, com naves espaciais em terceira pessoa. A exploração de planetas aliado a elementos RPG,  e uma história cativante, contada em belos vídeos legendados (pt-br) completam a obra.

Para evitar possíveis spoilers vamos apenas pincelar a premissa de Starlink : Battle for Atlas. St. Grand é um enigmático cientista que forjou uma aliança com um grupo habilidoso de pilotos liderados por Mason Rana. Inventor da tecnologia Starlink, Rana juntamente com o St. Grand aprimoraram a tecnologia com uma misteriosa fonte de energia chamada Nova.

Graças a estes aprimoramentos a Starlink tem a habilidade de transferir seres vivos e objetos à grandes distâncias instantaneamente. Tais fatos justificam uma das principais característica do jogo, modificar as estruturas das naves e equipamentos a qualquer momento.

Afim de por em prática tal tecnologia a equipe parte para o sistema solar Atlas, a 431 anos-luz da Terra. Lá o maligno Grax controla a Legião Esquecida, um grupo obcecado pela busca da tecnologia perdida dos Wardens. Eles são uma espécie de raça alienígena misteriosa desaparecida há centenas de anos.

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Switch leva vantagem

Ao iniciar a aventura o jogador deve escolher o seu piloto, nave e armas iniciais. Vale lembrar que isso pode ser feito da forma tradicional ou utilizando as belíssimas “toys-to-life”. Para sua utilização, inclusive é exibido um vídeo explicativo de como colocá-las no jogo. Todas as peças e figuras possuem um design elaborado, tanto dentro do jogo, quanto em suas versões físicas.

Para aproveitar completamente a aventura os jogadores devem ter o Starter Pack, que inclui o jogo original, o piloto Mason Rana e sua nave. Os jogadores do Switch possuem uma vantagem sobre os do Playstation 4 e Xbox One. O Starter Pack da Nintendo além de ter todo o conteúdo dos concorrentes ainda acompanha a figura do icônico FoxMcloud da série Star Fox e a sua nave Arwing.

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Conceito mundo aberto ampliado

Starlink não é difícil, jogadores experientes conseguem finalizar a aventura sem grandes problemas realizando pequenas mudanças em suas naves. Os não tão experientes se quiserem um pouco mais de facilidade vão precisar utilizar boa parte do seu arsenal.

O universo de Starlink é vasto e detalhado, com diversos tipos de inimigos, cada qual com suas fraquezas e vantagens. Alguns são vulneráveis contra fogo, outros contra gelo, outros a um combo que resulta em um ataque de choque térmico. A progressão do jogador é recompensada com pontos de experiência que podem ser utilizados para aprimorar o piloto, peças, módulos etc.

O modo cooperativo de Starlink é sensacional, ao entrar na partida o segundo jogador pode escolher como deseja equipar-se. Pode ser com qualquer kit de figura disponível ou se preferir pode selecionar outro kit já inventariado. Uma terceira opção é utilizar suas próprias figuras. Isso tudo combinado exerce maior dano aos inimigos e proteção aos aliados.

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O sistema Atlas e seus setores

Atlas é constituído por três setores, o dos mercadores, o da fronteira e o obscuro.  O dos mercadores possui três planetas e é onde a aventura começa. Mais a frente o da fronteira com dois planetas e finalmente o obscuro com mais dois planetas. Totalizando, o jogador visitará sete planetas (Ashar, Haven, Kirite, Sonatus, Necrom, Tundria e Vylus).

O avanço da história proporciona ao jogador setores mais desafiadores, os planetas mudando de tamanho e inúmeras novas áreas a serem exploradas. As viagens entre os planetas podem ser realizadas de forma acelerada ou manual. Em ambas os jogadores serão testados em diversas situações de perigo, chuva de asteroides, piratas espaciais, armadilhas etc.

O grande destaque, além da exploração dos planetas, são as batalhas no espaço, intensas e cheias de explosões por todos os lados. Suas habilidade de piloto serão colocadas a prova em todo momento. Durante estes eventos os jogadores vão conhecer novos personagens e manter contato com os já conhecidos. Estas interações acontecem por meio de vídeos com diálogos clichê estereotipado que porém não atrapalham.

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Mais do que um clone

A qualidade gráfica de Starlink não destaca-se em relação a outros jogos do gênero, porém  também não fica muito atrás. O estilo gráfico adotado (desenho animado) consegue camuflar facilmente qualquer tipo de falhas técnicas.

A diversão é garantida graças à qualidade e diversidade da exploração do sistema solar Atlas. O jogador sempre estará em contato com NPC interativos, lojas, missões secundárias, mini-chefes, colecionáveis etc.

A grande verdade ainda não dita nesta análise, até agora, é que Starlink: Battle for Atlas possui fortes inspirações em No Man’s Sky, A Ubisoft que não é boba, viu que ali ainda existia um enorme potencial ainda não explorado. Combinou os elementos chave de exploração, desenhos animados e o “toys-to-life” de modo não prioritário e reviveu o gênero.

httpss://www.youtube.com/watch?v=EXT8U7-FN6s

Agradecemos o pessoal da Ubisoft que disponibilizaram uma cópia de avaliação para a análise.

Starlink: Battle for Atlas está disponível para Nintendo Switch, Playstation 4 e Xbox One.

"Maniômetro"

GRÁFICOS9
SOM9
JOGABILIDADE9.1
DIVERSÃO8.7

Prós

  • Utilização não prioritária do Toys to life
  • Estilo exploração rico e detalhado
  • Legendas em português brasileiro

Contras

  • Repetitivo
  • Dificuldade na condução da nave em determinas situações

Conclusão

9Starlink: Battle for Atlas é audacioso e entrega ao jogador uma experiência super divertida. A ideia de mundo aberto espacial, com belíssimos cenários, batalhas espaciais insanas, exploração dos planetas e customização de naves mostra o real potencial por trás do projeto. Em contra partida a repetição de missões podem frustrar os jogadores mais experientes, tornando-se um tanto quanto cansativo.

Telmo Camargo
o autorTelmo Camargo
Xbox Mania
Amante de um bom Rock n' Roll, Videogame, Corridas e Hockey, sim HOCKEY, aquele que os caras patinam no gelo atrás da "bolinha". Ahhh sim agora também Pai e um pouco menos gamer porém com Fé que tudo vai melhorar \o/

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