Análise – Party Hard 2

Lançamento
08/09/2020
Desenvolvido por
Pinokl Games
Publicado por
tinyBuild

Quando decido produzir a análise de um determinado jogo procuro fazer imediatamente duas coisas: primeiro evito ler sobre o game na internet, para evitar spoilers ou interpretações pessoais sobre a história do game. Segundo, que coloco como meta terminar a campanha do game. Agora, se ele for muito bom, me arrisco a tentar desbloquear todas as conquistas.

Mas há jogos que conseguem minar essa força de vontade de terminá-lo. Infelizmente esse é o caso do Party Hard 2. Um jogo de ação e estratégia, que tinha muito potencial, mas que aos poucos foi matando a minha vontade de jogá-lo.

Com muito esforço concluí a sua campanha e quero compartilhar com vocês, caro leitores, a minha dolorosa experiência.

O início da matança

Você sonhava em dormir um pouco por muito tempo … 

Mas são 3h da manhã de novo e a festa no seu bairro está mais barulhenta do que nunca. Você tem que finalmente pôr um fim nisso – em todos os sentidos.

A música alta faz com que Darius, o personagem que controlamos, acorde e inicie sua caçada. Ele é um cara normal, como qualquer outro, mas com uma diferença importante: o desprezo a certos aspectos da vida mundana.

Antes de iniciarmos a jornada, você terá a opção de escolher outros “assassinos”, que possuem atributos diferentes do Darius. Mas a escolha de um personagem diferente não influenciará em nada a história. Eles permitirão ao jogador aproveitar determinadas características, que o Darius não tem, como por exemplos mais fôlego, que é usado para correr.

A primeira fase acontece no Night Club 24, onde está ocorrendo uma festa de arromba: regada a bebidas, música alta e drogas. Surge, no canto superior esquerdo, uma lista de objetivos. Nos primeiros estágio essa lista é pequena, na medida que avançamos no jogo essa lista aumenta, contendo objetivos principais e também alguns secundários.

Quem fez essa bagunça?

Um deles é: mate todos os traficantes. Para encontrarmos os meliantes, teremos que usar o instinto, que é uma habilidade especial do assassino. Para isso basta apertar e segurar o botão RB. A tela mudará a coloração e itens ou pessoas serão marcados, de acordo com a necessidade do momento. No caso, os meliantes ficarão em vermelho (modo instinto ativo), já os seguranças ficarão em laranja.

Como arma temos uma faca, mas para evitarmos suspeitas temos diversas opções para dar cabo dos adversários: garrafas, granadas ou itens dos cenários que podemos sabotar, com o intuito de matarmos uma ou mais pessoas de uma vez só. Além disso, temos uma habilidade especial, que quando executamos consegue matar uma quantidade razoável de pessoas, desde que, elas estejam no raio de alcance.

Até aqui o jogo parece incrível. Excutamos os meliantes, escondemos os seus corpos e damos prosseguimento nos objetivos. Aparentemente tudo é possível no jogo, até o momento que surge o elemento mais irritante do game: a polícia.

Modo Superman

O jogo nos fornece algumas formas de executarmos os nossos “inimigos”. Podemos realizar essa “tarefa” da maneira que quisermos, desde que, ninguém veja o momento do ato ou quando estamos carregando um corpo sem vida.

Caso sejamos pego em flagrante, a pessoa tentará ligar imediantamente para polícia. Nesse momento temos duas opções: matá-la rapidamente ou fugir do local. Até aqui as coisas rolam de uma forma natural. Se você não for pego matando, poderá se esconder entre as pessoas, os policiais chegarão local e não encontrarão nada.

Agora se você foi pego terá que fugir ou se esconder, aqui começa a surgir os primeiros problemas do game. Independente de onde você está, isso aconteceu comigo direto, os policiais vão atrás de você, mesmo que esteja com o status de camuflado (ícone de um olho cortado). Houve momentos que me deixaram mais frustrado ainda: uma pessoa me viu cometendo o crime, corri antes dela ligar, fugi para uma sala que estava um pouco distante, os policiais chegaram no local e o ícone que informa que eles estão te vendo começou a se encher, o problema que haviam 4 paredes nos separando. Mesmo assim, fui preso. Esse modo Superman, de enxergar através das paredes, me acompanhou durante toda a campanha.

Outro ponto irritante é a velocidade dos policiais, que correm que nem o Flash e não se cansam. Por favor, tanto o assassino que controlamos, como os caras, são seres humanos que em teoria deveriam cansar, mas infelizmente somente os policiais possuem o fôlego infinito. Fora os momentos que eu usei os atalhos, que te colocam a uma distância absurda do local do assassinato, mas que os policiais, assim que chegam, vão direto me pegar. Sem menos investigar uma sala sequer, eles simplesmente vão ao seu encalço sem pensar duas vezes.

Gráficos, músicas e bugs

A parte gráfica é muito boa, principalmente se compararmos com o primeiro jogo. Infelizmente há certos aspectos que me incomodaram durante o gameplay, como itens que você não consegue enxergar direito, porque estão escondidos atrás de algo ou porque são pequenos demais para vermos na tela. Muita das vezes só foi possível enxergar algo, quando usei o instinto. Com o tempo, isso acaba ficando cansativo.

Agora o que realmente é cansativo no jogo são as músicas, que parecem ser diferentes, mas que no decorrer você percebe que tem trechos iguais e isso tocando num loop infinito, que começou a me incomodar de uma forma absurda. Com relação aos sons ambientes e dos personagens, todos estão excelentes.

Infelizmente eu passei por algumas situações com bugs que me tiraram do sério. O primeiro deles ocorreu quando eu destruí duas vans, que pegaram fogo e sumiram. Assim que o fogo baixou, tentei movimentar o personagem na direção do local onde uma dessas vans estava, para evitar o flagrante. Meu personagem não conseguia avançar, pois havia algo invisível ali, onde estava o veículo. Isso aconteceu várias vezes e me atrapalhou pra caramba. Mas o pior bug aconteceu na batalha contra o chefe final. Sem dar spoilers eu não consegui avançar na luta na primeira vez, porque o inimigo simplesmente parou de criar algo que ele deveria fazer, porque sem essa coisa, eu não conseguiria vencer.

Minha experiência

Eu me diverti bastante com o jogo até a fase 7, mesmo sendo repetitivo em alguns momentos. Depois dessa fase, a vontade de terminar o jogo começou a diminuir, pois os bugs, o modo superman dos policiais, me desanimaram de um jeito, que eu queria parar de jogá-lo. Insisti, porque queria ver até onde o jogo me levaria.

Essa foi a minha experiência, pode ser que você tenha outra, totalmente diferente da minha. Independente disso, torço para que o estúdio crie atualizações, corrigindo esses pequenos problemas.

Esta análise só foi possível graças a tinyBuild que gentilmente nos disponibilizou uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento e confiança.

Análise – Party Hard 2
Conclusão
Eu me diverti bastante com o jogo até a fase 7, mesmo sendo repetitivo em alguns momentos. Depois dessa fase, a vontade de terminar o jogo começou a diminuir, pois os bugs, o modo superman dos policiais, me desanimaram de um jeito, que eu queria parar de jogá-lo. Insisti, porque queria ver até onde o jogo me levaria.
Gráficos
8
Som
5
Jogabilidade
6
Diversão
5
Prós
Direção de arte interessante.
Liberdade para executar alguns objetivos da maneira que você quiser.
Contras
As músicas são simples, pouco variadas e tocam em um loop infinito.
Alguns bugs atrapalharam a experiência.
Modo Superman dos policiais acabou estragando o gameplay.
6
Bom
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