Análise – Kao the Kangaroo

Última atualização:
Lançamento
27/05/2022
Desenvolvido por
Tate Multimedia S.A.
Publicado por
Tate Multimedia S.A.

Kao the Kangaroo está de volta, com melhorias gráficas e uma jogabilidade que pode ser problemática em alguns momentos. Coloque suas luvas e bora para um novo round de pancadaria com o carismático Kangaroo.

Quem é Kao the Kangaroo?

Kao the Kangaroo estreou no Dreamcast em meados de 2000 e ao longo dos anos recebeu algumas sequências, porém infelizmente nunca foi unanimidade entre os jogadores e a crítica especializada. Mesmo não sendo um sucesso os desenvolvedores decidiram apostar em um reboot da franquia e entregar um novo jogo. Assim como os point and click, os jogos de plataforma 3D não tem a mesma popularidade de antigamente, porém ainda contam com uma base de fãs “old school” que sempre aguardam novas aventuras.

Kao the Kangaroo não tem a mesma qualidade de um Super Mario Odyssey, o melhor do gênero na minha opinião, mas é com certeza uma grata surpresa em tempos de escassez no gênero plataforma 3D. Quem curtiu clássicos antigos como Scaler, Legend of Kay e Tak and the Power of Juju com certeza vai se divertir com Kao The Kangaroo.

Uma apresentação simples e competente

Assim como os antigos jogos de plataformas 3D, Kao the Kangaroo apresenta uma atmosfera bonita, brilhante e super colorida mas não necessariamente moderna, os efeitos visuais são simples, porém dentro da média. Os personagens que você conhece durante a aventura tem um visual simples, até demais em alguns momentos, mas contribuem para a narrativa sem comprometer a aventura.

A parte sonora, assim como a visual, é simples porém competente. Recheada de músicas que criam um ambiente perfeito para o combate e exploração dos estágios. Os efeitos sonoros também estão no mesmo nível da trilha sonora, desde eventos simples como socos e pontapés, até os sons ambientes das fases como praias, florestas, cavernas etc.

Controle peca nos detalhes

A jogabilidade dos jogos de plataforma 3D devem ser simples, o conhecido arroz com feijão, Kao the Kangaroo segue a receita milenar do corre, bate e pula, com a adição de alguns movimentos adicionais como atacar o solo, rolar, girar no ar, pulo duplo e ataque carregado. Os controles são intuitivos e introduzidos ao jogador durante o avanço dos primeiros estágios.

O ponto negativo fica por falta de um “refinamento do controle”, não estou dizendo que é ruim, longe disso, mas falta aquele polimento que ajuda o jogador a manter o controle do personagem em situações críticas. Ocasionalmente você vai se deparar com a dificuldade em alcançar certas partes do estágio justamente por não ter 100% do controle na hora de pular e cair no lugar certo.

Estágios grandes, mas falta um mapa

Um aspecto que vale a pena destacar em Kao the Kangaroo é o quão grande e complexo são seus estágios. Ao longo de cada um você acabará realizando muitas tarefas (algumas até repetitivas), como lançar bumerangues, usar as luvas de fogo para derreter o gelo, deslizar por videiras e evitar obstáculos complicados. A campanha do jogo é estruturada na exploração de vários estágios a partir do hub principal, esses estágios são divididos em mini etapas que devem ser exploradas afim do jogador encontrar colecionáveis e runas que vão ajudar abrir novos estágios.

De modo geral os estágios são variados e desafiadores, mas falta um sistema de mapas. Frequentemente eu me perdia durante a exploração, mesmo porque alguns objetos não ficam na “trilha principal”, você precisa explorar as ramificações para descobrir os objetos ocultos. Muitas vezes você já passou por ali e nem reparou que pode encontrar outro caminho.

Fator replay vale a pena

O grande sucesso de Super Mario Odyssey, além do jogo em si, é o fator replay que incentiva o jogador a explorar o estágio mais de uma vez afim de encontrar tudo o que está escondido. Kao the Kangaroo segue a mesma fórmula, incentivando o jogador a coletar praticamente tudo o que aparece pela frente, as moedas, os corações de energia, power ups, fantasias, etc.

Os estágios também estão repletos de itens colecionáveis, como runas, as letras K-A-O, cristais e pergaminhos que desbloqueiam entradas na Kaopedia. Há também poços eternos que dão acesso as salas de desafio, que aliás são superdifíceis. O ponto negativo é com relação as vidas, ou melhor a falta delas, caso elas esgotem-se durante um estágio você será forçado a recomeçar tudo desde o início. Levando em consideração que os estágio são longos, a repetição deles pode ser um problema.

Afinal de contas vale a pena?

Durante a análise eu repeti por várias vezes que o meu jogo de plataforma 3D favorito é Super Mario Odyssey, isso eleva a régua de qualidade para um outro nível, porém Kao the Kangaroo não desaponta. Mesmo não sendo o melhor jogo de plataforma 3D, Kao the Kangaroo é um jogo honesto e entrega aquilo que promete, ficando no mesmo nível de New Super Lucky’s Tale, outro ótimo jogo que curti demais e recomendo.

Durante as pouco mais de 8 horas que precisei para completar o jogo, Kao the Kangaroo não apenas agradou como também me levou de volta ao início dos anos 2000, quando os jogos de plataforma 3D eram uma febre.

Kao the Kangaroo não revoluciona e muito menos é o jogo mais brilhante do gênero, mas é divertido a agrada os jogadores nostálgicos que assim como eu tem um carinho especial pelos bons velhos tempos.

Esta análise só foi possível graças a Tate Multimedia e a Renaissance PR, que gentilmente nos disponibilizaram uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento pela confiança. O jogo já está disponível para Xbox One e Xbox Series X|S e pode ser adquirido por meio do nosso link afiliado no final desta análise.

Análise – Kao the Kangaroo
Conclusão
Kao The Kangaroo é um jogo de aventura 3D divertido. É simples e honesto como um jogo de plataforma 3D deve ser. Mesmo com um personagem carismático, falta algo para brilhar como outros jogos do gênero.
Gráficos
7.5
Som
8
Jogabilidade
6.5
Diversão
8
Prós
Divertido, fácil e com bons estágios para explorar
Mundo colorido e trilha sonora competente
Fator replay incentiva a exploração
Contras
Os controles não respondem em situações críticas
Um mapa seria bem vindo
7.5
Bom
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