
Quando a simulação atropela a identidade
Como dar sequência a um título de nicho que conquistou o público pela sua polidez e simplicidade? No caso de Dariusz Pietrala (o Pixel Perfect Dude), a resposta foi reinventar a roda. Enquanto o original #DRIVE foi moldado pelas limitações do mobile, entregando uma experiência viciante de auto runner, sua sequência, #DRIVE Rally, tenta cruzar a linha de chegada como um simulador de rali propriamente dito.

O problema? Nessa transição, o jogo parece ter perdido o “combustível” que o tornava único.
Um simulador competente, mas comum
Não se engane: #DRIVE Rally não é um jogo ruim. Tecnicamente, ele cumpre o seu papel. O visual é sólido, os controles respondem bem e a otimização está excelente — rodando com fluidez inclusive em portáteis como o ROG Ally.

A questão central é o mercado saturado. Atualmente, não faltam jogos de rali com pegada arcade inspirados em clássicos como Sega Rally. Títulos como Parking Garage Rally Circuit e Art of Rally (que possui uma estética low-poly muito mais charmosa) já ocupam esse espaço com maestria.
Carreira e Progressão
O diferencial de #DRIVE Rally reside no seu modo carreira, que é robusto, embora um tanto formulaico. Você pode escolher entre diferentes equipes, cada uma liderada por um navegador com personalidade (e dublagens carregadas de estereótipos).

Cada equipe oferece um caminho de progressão com peças e carros específicos para desbloquear. É gratificante colecionar os veículos, mas, na prática, a diferença de performance entre eles é sutil demais durante as provas da carreira, tornando o loop de gameplay um pouco básico.
Vale a pena?
A física simplificada e a dificuldade padrão fazem de #DRIVE Rally uma experiência honesta, mas esquecível. Ironicamente, a mecânica de auto runner do primeiro jogo era justamente o que o destacava na multidão. Ao remover esse DNA para se tornar “apenas mais um” jogo de corrida indie, ele acaba se perdendo no retrovisor de concorrentes mais inspirados. É um jogo divertido para sessões rápidas, mas dificilmente será lembrado como o clássico que seu antecessor se tornou.
Esta análise só foi possível graças a Pixel Perfect Dude e a Meridiem Games que gentilmente nos disponibilizaram uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento pela confiança. O jogo já está disponível para PC podendo ser adquirido por meio do link ao final desta análise.


