Análise – The Precinct

Lançamento
13/05/2025
Desenvolvido por
Fallen Tree Games
Publicado por
Kwalee

Recentemente dei um tempo nas corridas do ACC e mergulhei em The Precinct para entender o sucesso que todos diziam o jogo ser. Apesar de algumas arestas, o jogo é uma boa pedida para quem procura um policial cheio de ação.

O Básico – Sobre o que é The Precinct?

Você assume o papel do novato Cordell Jr., policial do Departamento de Polícia de Averno (ACPD). A cidade é suja, perigosa e iluminada por neon, cenário perfeito para uma trama policial ao estilo anos 80. Logo no início, sob o olhar atento do veterano Policial Kelly, você persegue um fugitivo — uma introdução que também serve como tutorial das principais mecânicas.

Com o tempo, sua rotina se expande: patrulhas a pé, perseguições de carro e até operações de helicóptero (ainda que soe estranho ver um novato assumir o comando de uma aeronave sobrevoando áreas densas, mas a gamificação fala mais alto).

A progressão abre espaço para prisões mais complexas, missões ao lado da equipe de detetives e até a chance de vingar a morte do pai de Cordell. Mas se preferir, você pode simplesmente continuar na rotina de patrulha — embora a graça esteja justamente em ir além.

Policiando Averno – Como Funciona?

O sistema lembra bastante Police Simulator: Patrol Officers, mas com foco maior na ação.

O jogador conta com menus radiais que permitem aplicar multas, fazer revistas, testes de bafômetro e efetuar prisões. Cada decisão gera XP: pontos positivos por seguir o protocolo e negativos por conduta imprópria.

Durante perseguições, o menu abre opções de suporte, como solicitar viaturas extras ou reforço de colegas. Com o avanço no nível, surgem ferramentas mais avançadas. As chamadas de emergência chegam via 192, mas você também pode desativá-las se quiser uma experiência mais livre.

Os criminosos reagem de formas variadas: alguns desistem, outros fogem, e alguns partem para tiroteios — onde o jogo apresenta um sistema de mira simples, mas funcional, e cobertura satisfatória. Seja a pé, de carro ou de helicóptero, você ainda pode tentar convencê-los a se render.

A questão moral e técnica?

O jogo não permite ao jogador “escolher a moralidade”. Condutas erradas são punidas, reforçando a ideia de um policiamento ético e evitando a glamorização de abusos.

Em questões de jogabilidade, The Precinct funciona bem no Xbox, embora alguns controles sejam pouco responsivos. As mecânicas de prisão e advertência são bem construídas, mas a interação com objetos e pessoas às vezes atrapalha. Fora isso, o ritmo acelerado dá vida ao jogo.

Os aspectos visuais possuem cenários detalhados e ambientes cheios de personalidade, incluindo interiores parcialmente visíveis. Há falhas ocasionais e animações básicas no helicóptero, mas nada que comprometa.

O áudio é provavelmente um dos pontos altos do jogos, a trilha sonora  é fantástica, mergulhada nos anos 80. A dublagem é boa, mas ocasionalmente apresenta falhas nos diálogos.

A narrativa apoia-se sobre uma história clichê (vingar a morte do pai), mas fiel ao gênero policial oitentista. O ritmo oscila, mas entrega o que promete.

Vale a pena?

Mais do que um jogo, The Precinct soa como uma carta de amor aos filmes policiais dos anos 80 — com ecos de Axel Foley, Riggs, Detetive Turner e até Mahoney.

Apesar dos controles às vezes desajeitados e da narrativa que poderia ter mais fôlego, o jogo consegue equilibrar procedimento policial e ação arcade, oferecendo uma experiência única.

A equipe de apenas cinco pessoas da Fallen Tree Games fez um trabalho notável, aplicando o aprendizado de American Fugitive e refletindo sobre como representar o policiamento de forma responsável.

Com a proposta de criar “uma cidade viva e pulsante que nunca dorme”, eles entregaram exatamente isso. Ainda há ajustes a fazer, mas hoje é difícil pensar em um simulador policial mais divertido do que The Precinct.

 

Esta análise só foi possível graças a Kwalee e a Fallen Tree Games que gentilmente nos disponibilizaram uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento pela confiança. O jogo já está disponível para o Xbox Series X|S, PlayStation 5 e PC podendo ser adquirido por meio do link ao final desta análise.

Análise – The Precinct
Conclusão
Mais do que um jogo, The Precinct soa como uma carta de amor aos filmes policiais dos anos 80 — com ecos de Axel Foley, Riggs, Detetive Turner e até Mahoney.
Gráficos
8
Som
9
Jogabilidade
7
Diversão
10
Prós
A ambientação anos 80 é impressionante
Trilha sonora arrasadora
Por ser um estúdio pequeno o trabalho da Fallen Tree Games é incrível
Contras
A história é clichê mas não atrapalha
Alguns comandos, as vezes, se perdem
8.5
Ótimo
COMPRE AQUI A SUA CÓPIA DIGITAL DE THE PRECINCT
Editor Chefe
Se inscrever
Notificar de
guest

0 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais votado
Feedbacks embutidos
Exibir todos os comentários