Análise – ManEater

Última atualização:
LANÇAMENTO
22/05/2020
DESENVOLVIDO POR
Tripwire Interactive
PUBLICADO POR
Tripwire Interactive LLC

ManEater é um game desenvolvido e publicado pela Tripwire Interactive, empresa essa famosa pelo shooter FPS multiplayer cooperativo Killing Floor, que coloca um esquadrão de personagens para vencer hordas de inimigos “zumbis”, mais conhecido como “Zeds”. Agora em ManEater a Tripwire Interactive aposta em algo totalmente novo e único, um “simulador de Tubarão”, onde nosso objetivo é matar, matar e matar, sejam criaturas marinhas ou seres humanos, game esse que conta com exploração, pitadas de RPG e ação debaixo e fora d’água.

No controle do tubarão você se sente realmente um predador imponente e ameaçador!

Tocando o terror na beira da praia

De cara somos apresentados a Pierre LeBlanc, um homem que leva o legado de seu pai como caçador de tubarões, ele é um homem sem muitos modos, caipira, tosco e sem muitos modos, mas com diálogos engraçados os deixam carismático. Pelo início da história já temos noção que o LeBlanc está participando de um “reality show, da Port Clovis Channel”, reality esse que acompanha as caças aos tubarões do personagem.

No gameplay, começamos o game com uma tubarão fêmea tocando literalmente o terror na beira do mar, saímos de uma espécie tubulação sob o mar, onde estamos aprendendo os comandos do game, que basicamente são bater com a calda, morder, nadar, pular e desviar. Terminando de fazer esse pequeno e rápido tutorial dos comandos, somos apresentados ao que o game tem a nos oferecer de melhor, a “matança”, usarmos a tubarão para comer e estraçalhar os seres humanos.

Mau começamos a nos divertir e já entramos em uma CG, onde Pierre chega com seu barco e dispara um arpão sobre nós e nos captura. Assim que somos capturados, Pierre mata a tubarão e abre sua barriga tirando assim um filhote de tubarão-cabeça-chata, ele o pega pela cauda e usa uma faca para ferir a barbatana do filhote com corte, o filhote revida, e arranca a mão e parte do antebraço direito de Pierre, fazendo assim o caipira nos soltar e caindo dentro da água.

Não é nada fácil a sobrevivência marinha…

Baby Shark tchutchuru, Baby Shark

O game só começa verdadeiramente agora, somos o filhote sobrevivente, temos um mapa com pontos interesse dentro do mar, o primeiro deles nos leva a uma caverna no fundo do mar com um antigo parque de diversões afundado, ali então ficamos sabendo que é nosso “porto seguro”, um local onde vamos pra upar nossas habilidades após coletarmos a quantidade necessária de “nutrientes” (que são quatro no total, proteínas, gorduras, minerais e mutagênicos, todos fornecidos por diferentes tipos de animais) para realizarmos os upgrades.

Esses upgrades são feitos nas mandíbulas (pra aumentar o dano das mordidas), no corpo do tubarão (pra melhorar a defesa), na barbatana (pra melhorar a velocidade), e na cauda (pra melhorar o dano com o golpe da cauda), além disso ainda temos três slots para colocar habilidades que vão de um sonar que usamos pra localizar itens, bem como baús com nutrientes e até mesmo pontos “turísticos” debaixo d’água, até um coração que assim que vamos upando ele vai aumentando nossa barra de vida.

Difícil imaginar um tubarão assim? com os upgrades ele pode ficar ainda melhor.

Na parte de gameplay o game te faz sentir que realmente controlando um tubarão, a gameplay é leve e gostosa de se jogar, com o botão LT nadamos mais rápido e isso nos dá uma incrível sensação de liberdade no game, na parte de combate é muito prazeroso sair por aí mordendo as criaturas e destruindo os barcos, por muitas vezes essas mordidas (que usamos botão RT pra desferi-las), são letais em seres vivos, muitas vezes essas mordidas agarram o inimigo e você deve balançar o direcional R pra esquerda e pra direita para estraçalha-los, com o botão A você pula ou salta da água para pegar os humanos na beira de um píer por exemplo, e com o botão RB desviamos de ataques dos humanos e de outros inimigos marinhos.

Nosso tubarão começa na fase infantil e nosso mapa é limitado, conforme vamos matando criaturas marinhas e achando pontos de interesse no mapa vamos adquirindo XP pra subirmos de level, do level 1 ao 4 somos ainda um filhote, do level 5 ao 9 somos adolescente e assim por diante, determinadas áreas só podem ser acessadas dependendo da faixa etária do seu Sharkizinho.

Tubarões… Ah os Tubarões, são criaturas brutais sedentas por sangue.

Mar Vermelho literalmente!

Quando você morde ou come um dos seus inimigos, na mesma hora consegue ver o sangue no mar, principalmente se estiver nadando no raso, é uma detalhe bacana que passa mais realidade ao game. Temos outro detalhe que parece bobo nos dias de hoje mas que faz toda diferença, que é o ciclo de dia e noite, lutar contra um jacaré a noite por exemplo, é muito menos vantajoso já que nossa visão acaba sendo afetada e nos deixa meio perdidos.

É incrível o quanto de lixo encontramos no fundo mar nesse game, fico imaginando isso na vida real.

Os embates contra os humanos são os mais divertidos e viciantes do game, assim como em GTA, aqui em ManEater temos um medidor de “maldade”, quando atacamos muitos humanos esse medidor sobe e começamos a ser caçados pelos caçadores de tubarões da região, esse medidor começa no número 1 e chega até o 10, cada vez vai ficando mais difícil, e toda vez que mudamos de nível de procurados aparece um novo caçador “famoso” (mini boss) que ao derrotarmos nos rende prêmios épicos, como novos tipos de mordidas e caudas elétricas que podem ser trocados ou equipados nas cavernas, também podendo ser upados com os nutrientes.

Atacar os banhistas não tem preço, vê-los gritando e correndo pedindo ajuda é muito divertido por mais que pareça cruel é claro, difícil mesmo é quando chega a guarda costeira pra nos atacar, aí as vezes temos que fugir por estar com pouca vida… Ah nosso medidor de vidas só aumenta quando nos alimentamos de algum ser vivo, como peixes ou os próprios humanos.

Esta foi a minha análise de ManEater, usei o Xbox Series S para fazer essa análise. O game está disponível  para Xbox One, Series S/X e PC e pode ser adquirido por meio do nosso link afiliado no final desta análise.

Análise – ManEater
Conclusão
Man Eater é um game extremamente divertido, tem boa jogabilidade e gráficos satisfatórios, os diálogos são bons e divertidos, a história é clichê e bem previsível, mas não podemos exigir muito nesse caso, afinal é um simulador de Tubarões. A trilha sonora é basicamente inexistente, e temos um problema com um ou outro mapa, alguns tem level desing ruim e confuso, mas nada que estrague a diversão do game. No final é uma experiência positiva que me surpreendeu.
Gráficos
7
Jogabilidade
8.5
Som
4.5
Diversão
10
Prós
Extremamente divertido
Jogabilidade fácil e intuitiva
Localizado com Dublagens e Legendas
Contras
Alguns levels designes ruins
Trilha sonora inexistente
7.5
Bom
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