Análise – Alex Kidd in Miracle World DX

LANÇAMENTO
22/06/2021
DESENVOLVIDO POR
Jankenteam
PUBLICADO POR
Merge Games

Caros amigos, eis aqui uma pérola do nosso querido Master System, Alex Kidd in Miracle World DX é mais uma obra que nos agracia com toda sua nostalgia que essa obra carrega, nos proporcionando agradáveis e tensos momentos num mesmo sentimento assim como no clássico original.

 

Linda essa arte de apresentação do mapa…

 

Diferente do original aqui na versão DX, temos uma historia em texto que é nos passado logo no começo, “ há muito tempo no planeta Aries, um jovem rapaz treinou muito para dominar a disciplina marcial Shellcore, Alex era seu nome, um dia ele então ficou sabendo que a região de Redaxian vinha sendo ameaçada por Janken e seus lacaios”. Dessa forma somos introduzidos no universo do game, com uma história simples, clichê mas que sempre funciona.

O game carrega dois modos de gráficos, o modo clássico e o modo remake, que podem ser acessados a qualquer momento do game apenas apertando o botão RT do controle, e funciona muito bem, em menos de um segundo somos levados de um visual para outro. O clássico é o mesmo visual em 8 Bits  que tínhamos no Master System, já o visual remake é de se encher os olhos, desde o visual dos personagens que estão cheios de detalhes, os inimigos que estão muito bem feitos até os cenários de fundo que estão simplesmente lindíssimos.

Ahhhhh… as fases aquáticas, como eu gosto dessas fases!

A trilha sonora muda conforme mudamos os visuais de clássico para o remake, no modo clássico ela é a mesma trilha de 30 anos atrás em 8 bits, a do remake tem seus pontos altos em algumas trilhas, como arranjos bem feitos e uma sensação de “agrado aos ouvidos”, já outras deixam a desejar,  tem umas batidas fora do ponto e não parecem fazer muito sentido quando são comparadas com as do clássico.

Já na jogabilidade consegui sentir diferenças sutis mas que são muito bem vindas, no Alex Kidd original lançado para o Master System, Alex quando pulava dava uma pequena escorregada quando saltávamos e caímos sobre uma plataforma, dificultando ainda mais os pulos, literalmente deslizávamos na manteiga. Neste remake nos dois modos (clássico e remake) todo pulo de Alex é mais firme, ele cai e para sem deslizar para lado nenhum.

Vou ali na lojinha comprar minha motinho envenenada hehehe!!!

O level design continua o mesmo com mudanças pequenas e praticamente imperceptíveis. Temos também a mudança do layout do menu Start, do contador de vidas e a adição de um “mini menu” (se assim pudemos chamar) no canto superior direito, onde temos a disposição todos os itens consumíveis de Alex. Ainda falando sobre level design temos novas fases originais para este game, fases essas que são tão bem criadas e inseridas ao meio da campanha que qualquer fã “despercebido”  pode jurar que elas estavam na versão de Master System, elas tem a idealização e sua construção tão inspiradas nas fases clássicas que são um verdadeiro misto de satisfação e admiração quando descobrimos que elas não faziam parte da obra original.

A dificuldade do jogo continua tão desafiadora quanto à de antes, mesmo para nós que já jogamos muito o clássico original, quando morremos uma vida voltamos de um check point, assim como no original, a grande diferença aqui é que temos continues infinito, que quando usamos voltamos para o inicio daquela fase em que estamos atualmente, bem menos punitivo se você comparar com o original, onde quando acabavam as vidas íamos para tela de Game Over e tínhamos que começar o game todo novamente. O jogador pode também escolher no menu de pause o modo de vidas infinitas, que obviamente extingue o continue, assim fazendo sempre que a gente volte do ultimo check point sempre, mas existe um porém, usando esse modo você perde algumas conquistas.

Modo original é desbloqueado assim que fechamos a campanha principal do Remake.

Ao finalizar o game temos um “gancho” para uma próxima aventura, será que a SEGA nos guarda uma surpresa para breve? Ainda falando sobre finalizar, assim que o jogador finaliza o game são liberados dois novos modos de game no menu inicial do game, o modo clássico onde jogamos o Alex Kidd in Miracle World fielmente como no Master System e um modo de batalha contra os bosses, que nada mais nada menos é um jokenpô interativo.

Esta análise só foi possível graças a Merge Games LTD‬ e Masamune, que gentilmente nos disponibilizaram uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento pela confiança. O jogo já está disponível para  Xbox Series X|S e Xbox One e pode ser adquirido por meio do nosso link afiliado no final desta análise.

Análise – Alex Kidd in Miracle World DX
Conclusão
Alex Kidd in Miracle World DX tem seus pontos altos e baixos, mas no final ainda temos um saldo positivo aqui, por mais que eu esperasse por mais conteúdos inéditos, ele se provou que é um game tão atual e satisfatório quanto ele era há trinta anos, pode não ter tido o mesmo tratamento de remakes como DuckTales (que para mim beira a perfeição), mas pode ser apreciado por novos e antigos jogadores dessa obra que ainda tem um cantinho especial em nossos corações!
Gráficos
8
Jogabilidade
7.5
Som
6
Diversão
9
Prós
Extremamente divertido
Jogabilidade muitas vezes frustrante, mas fácil e intuitiva
Localizado com Legendas
Contras
Alguns levels designes ruins
Trilha sonora nova muitas vezes com batidas e toques diferentes do clássico original
7.5
Bom
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