Diário de bordo Sea of Thieves – Dia 1 – Dois piratas bananas

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Enfim, o aguardado jogo multiplayer da Rare Sea of Thives está entre nós, confira agora como foi nosso primeiro dia como piratas virtuais neste divertido jogo exclusivo da Microsoft.

Todas os acontecimentos deste texto realmente aconteceram no jogo, e explicam um pouco da diversidade e variedade deste game revolucionário, onde quem faz a história é você e seus amigos.

Recomendamos a leitura com a trilha sonora de Sea of Thieves, clique no PLAY e aproveite.

Primeira Missão – Dois marujos e duas galinhas

11 da noite, terça-feira, e  lá estávamos nós, eu, o “Marujo El Cumba pouca telha” e seu fiel e estragado amigo de 30 anos com cara de 80 “telMitus Puro Osso“,  dois piratas iniciantes, completamente perdidos (e bêbados), sem ao menos saber como empunhar uma espada ou consertar um barco, sem perspectivas e sem sonhos, mas empenhados em procurar novas aventuras juntamente com a nossa modesta embarcação, a “Canoinha“,  o “Penico dos Mares“, que apesar de pequena era extremamente ágil.

Não sabíamos muito bem o que fazer, então, de início, fomos na taverna encher a cara de rum, dançar e tocar sanfona até amanhecer. Completamente bêbado, eu decidi provar algumas roupas e descobrir a pechincha que é o tapa olho “Day One” ( disponível por uma moeda para quem jogou o jogo no primeiro dia). Provei algumas peças na barraca de roupas, e descobri que o saiote de pirata inspiraria respeito, já o meu colega telMitus, não ligou muito pra isso, e preferiu ficar dançando enquanto admirava o pôr do sol, ou estava tendo um derrame, talvez.

Logo de manhã, decidimos arregaçar as mangas de pirata e partir para alto mar, pegamos nossa primeira missão, a mercante do porto nos deu duas gaiolas, onde deveríamos encontrar duas galinhas, uma preta e uma branca, e entregar em “Golden Sands Outpost“, seria moleza!

Entramos em nosso pequeno barco e começamos a nossa rotina de pirata, pegamos as gaiolas, estudamos o mapa, içamos as velas, baixamos a âncora e partimos para nosso destino, cantarolando velhas canções do mar como nossos instrumentos musicais de pirata. Eu no timão, telMitus com o mapa.

Nossa viagem seguia normalmente, o tempo estava ótimo e tivemos uma viagem tranquila, até que telMitus, empolgado, afetado pelo sol e pela maré, começou a dançar no mastro e desequilibrou, caindo em alto mar, por sorte eu estava atento e joguei a âncora, permitindo que meu pobre companheiro retornasse ao barco.

Chegamos então em Golden Sands Outpost com nossas gaiolas, telMitus as levou feliz para o mercador, quando chegou recebemos a péssima notícia, “as gaiolas estavam vazias”. Simplesmente, como marinheiros de primeira viagem, entendemos que GAIOLAS e GALINHAS não eram a mesma coisa, estávamos ferrados.

Enfim, entramos no barco em busca das galinhas, acreditávamos que em uma ilha próxima encontraríamos os galináceos. O problema foi quando manobramos o barco, burro que sou, soltei a âncora antes de manobrar, e o barco bateu violentamente na costa, para nossa sorte o barco começou a afundar.

Corri para tirar a água da proa, enquanto isso telMitus procurava uma forma de tapar os buracos, mas com que? Nós simplesmente esquecemos de pegar madeira, e não tinha o que fazer. Enquanto eu tirava desesperadamente a água, telMitus correu para a ilha em busca de madeira, por sorte encontrou algumas e rapidamente concertou o barco, tudo novo de novo.

Adentramos novamente em alto mar, e avistamos de longe uma grande ilha, acreditávamos piamente que lá encontraríamos as benditas galinhas. Mas a miragem nos enganou, e aquela ilha grande nada mais era do que uma pedra. Continuamos avançando pelo mar, resolvemos então explorar uma outra pequena ilha ao lado. Para nosso desgosto não haviam galinhas, mais sim MUITAS cobras, inclusive fui picado e sinto dores no dedão até agora.

Cansados e exaustos, resolvemos abrir o mapa na esperança de encontrar algum norte, alguma esperança, uma ilha das galinhas talvez? E assim a sorte, novamente, sorriu para nós, não é que existia de fato uma tal de “Chicken Island”! Se não houvesse galinhas lá, em nenhum lugar do mar haveria de ter.

Partimos então rumo a “Chicken Island”, mas a ilha era longe, MUITO LONGE, porém nossa fé e esperança nos moveu. No meio da viagem, as coisas apertaram um pouco, pegamos uma baita tempestade, e nosso pequenino barco balançava violentamente, causando náuseas, o timão parecia ter vida própria, estávamos a deriva, mas as galinhas nos motivavam.

Sobrevivemos à tempestade, e chegamos finalmente na Chicken Island. De longe, o som das galinhas nos deixavam mais eufóricos. FINALMENTE MARUJO!!!  Ancoramos e pegamos nossas gaiolas, sedentos por galinhas.

Chegando na ilha, infelizmente encontramos mais do que galinhas, a ilha estava cercada de caveiras, e já não sabíamos o que era galinha e o que era caveira. Mas telMitus com bravura, sacou sua espada e acabou com todas elas, enquanto isso, EU, El Cumba, manipulava o canhão sem destreza nenhuma, quando escutei um barulho terrível e PUFF, subitamente fui parar em um barco fantasma. Será que morri? Segundos depois, neste lugar horroroso, uma porta se abriu, e assim eu fui em direção à luz, voltando ao meu antigo barco, aparentemente vivo.

Depois do susto, resolvi ajudar meu parceiro, peguei uma das gaiolas e fui caçar a galinha branca, feliz por termos nos livrados da caveira, larguei a gaiola e fui dançar e cantar um pouco comemorando nossa vitória. Minutos depois, CADÊ A MALDITA GAIOLA?????!???!??!

Perdemos a gaiola, e ficamos vagando na Chicken Island em busca da gaiola perdida, foi um sofrimento, mas por sorte ela estava estuchada em uma moita, mais uma vez telMitus salvou o dia.

Com as galinhas devidamente capturadas, partimos novamente para Golden Sands Outpost, uma longa viagem de volta que ocorreu sem grandes provações, e sim, não encontramos ninguém no caminho.

Chegando em Golden Sands, cansados e felizes, entregamos as galinhas com sucesso. Já era o entardecer, e no horizonte avistamos uma grande embarcação, e com nossas lunetas, observamos outros piratas, provavelmente de outro lugar do mundo, imaginando que aventura que eles estavam vivendo, e nós, fomos descansar, afinal não é só de rum e galinhas que vive um pirata.

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Luiz El Cumbachero
o autorLuiz El Cumbachero
Luiz Eduardo
Baiano de nascença, se a vida se resumisse em comer farofa apimentada e ouvir Pink Floyd já estava de bom tamanho pra mim. Fã de games desde o primeiro contato com o Sonic no Mega Drive, divido hoje a paixão com meu filho Marcos de 5 anos, que já está me dando uma surra nos jogos.